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Terça-feira, Maio 24, 2022

Macacos, como as pessoas, podem ‘sufocar sob pressão’ – ScienceDaily

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Estar estressado por se sair bem em um teste pode não se limitar a humanos, de acordo com um novo estudo liderado por pesquisadores da Georgia State University.

Os pesquisadores dizem que o estudo, que envolveu macacos-prego que vivem em grupos no Centro de Pesquisa de Línguas do Estado da Geórgia, é o primeiro a explorar especificamente se outras espécies sofrem pressão para se apresentar.

Os macacos receberam uma tarefa de correspondência computadorizada. Algumas tentativas foram sugeridas como mais difíceis, com uma recompensa possível mais alta e uma consequência de tempo limite para respostas erradas, enquanto outras tentativas eram típicas em dificuldade para suas tarefas usuais no computador.

A equipe descobriu que havia uma variação significativa na forma como os macacos individuais responderam a esses testes quando a diferença de dificuldade foi removida, sugerindo que, para alguns macacos, as dicas de apostas altas foram suficientes para afetar o desempenho.

“Existem várias explicações diferentes sobre por que os humanos podem ‘sufocar’ ou ‘prosperar’ sob pressão, mas todas essas explicações tradicionalmente consideram essa sensibilidade à pressão como uma característica humana específica”, disse o principal autor do estudo, Georgia State Ph. .D. candidata Meg Sosnowski.

“Nossos novos resultados fornecem a primeira evidência de que outras espécies também podem ser suscetíveis a essa influência da pressão, e que nossas respostas a essa pressão são, em parte, o resultado da variação individual em uma resposta ao estresse evolutivamente comum”.

Os pesquisadores também descobriram que níveis mais altos de um biomarcador natural de estresse, o cortisol, estavam relacionados ao desempenho dos macacos. Níveis mais altos de cortisol foram associados a uma menor capacidade de concluir com sucesso os testes de alta pressão, fornecendo evidências de que o estado de estresse de longo prazo de um indivíduo pode estar relacionado ao desempenho cognitivo.

“Isso abre a porta não apenas para explorar como as respostas à pressão podem ter impactado a evolução da cognição, mas também fornece pistas que nos apontam para possíveis caminhos que podem mitigar os déficits de desempenho, tanto em humanos quanto em outras espécies”, disse Sosnowski.

A equipe de pesquisa incluiu Marcela Benítez, professora assistente de antropologia na Emory University, e Sarah Brosnan, afiliada ao Departamento de Psicologia do Estado da Geórgia e ao Centro de Neurociência Comportamental.

Fonte da história:

Materiais fornecido por Universidade Estadual da Geórgia. Nota: O conteúdo pode ser editado para estilo e duração.



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